A Câmara Municipal de Linhares aprovou, na noite desta segunda-feira (27/04), o projeto que autoriza o repasse de R$ 2.196.286,77 em subsídio financeiro para as duas empresas responsáveis pelo transporte coletivo no município. A proposta recebeu aprovação da maioria dos parlamentares, com 14 votos favoráveis e três contrários, e já provoca debates entre usuários do sistema, que relatam insatisfação com a qualidade dos serviços prestados.
Segundo o texto aprovado, os recursos serão retirados da arrecadação do estacionamento rotativo da cidade e destinados às empresas para subsidiar parte do valor das passagens.
A divisão dos recursos prevê que a empresa responsável pela maior parte das linhas urbanas receba R$ 1.294.428,90, enquanto a segunda operadora ficará com R$ 901.857,82.
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A justificativa apresentada pelos vereadores favoráveis ao projeto é de que o município assumirá o custo de R$ 0,30 por passagem, o que, segundo eles, representaria alívio financeiro para os trabalhadores que utilizam o transporte coletivo diariamente.
No entanto, a aprovação também gerou questionamentos levantados durante a sessão e entre usuários do sistema. Entre as dúvidas apresentadas está o fato de que os recursos utilizados para o subsídio são públicos e provenientes do próprio município, o que levanta o debate sobre o impacto real no orçamento dos trabalhadores.
Outro ponto destacado é que muitos trabalhadores já têm 6% do salário descontados automaticamente para custear o vale-transporte, independentemente do valor da tarifa, o que, na prática, gera dúvidas sobre o benefício direto ao usuário.
Além disso, durante a discussão, houve ponderações sobre a necessidade de o projeto ter sido analisado separadamente para cada empresa, considerando que os custos operacionais e os valores das passagens variam entre os serviços urbanos e intermunicipais.
A sessão também evidenciou preocupações quanto à qualidade do transporte oferecido à população, uma reclamação recorrente entre passageiros que utilizam o sistema diariamente.
A vereadora Kelly Bonichenha, ao justificar seu voto contrário, afirmou ter acompanhado de perto a situação e relatou diversas reclamações de usuários relacionadas à prestação dos serviços.
Ela também chamou atenção para o fato de que moradores das localidades de Pontal do Ouro e Córrego Farias ficaram de fora da medida, não sendo contemplados pelo subsídio.
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O vereador Alysson Reis também votou contra a proposta e questionou a eficiência dos serviços oferecidos pelas empresas.
Já o vereador Caio Ferraz, terceiro parlamentar a votar contra o projeto, fez críticas à condução do processo e ao modelo de prestação do serviço atualmente oferecido à população.
A decisão da maioria agora amplia o debate sobre a aplicação dos recursos públicos e reforça a cobrança por melhorias efetivas no transporte coletivo de Linhares, tema que há anos gera reclamações entre os usuários.
A expectativa é que, com o repasse autorizado, a população acompanhe de perto se haverá reflexos concretos na qualidade, pontualidade e eficiência do serviço.

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