segunda-feira, 1 junho 2026 |
Advogada explica decisão histórica da Justiça Inglesa sobre o caso Mariana
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Advogada explica decisão histórica da Justiça Inglesa sobre o caso Mariana

om o objetivo de informar e tirar dúvidas, o Norte Notícia procurou a advogada Vitória Amaral, de Linhares, para orientar os atingidos e pescadores sobre os desdobramentos do processo internacional envolvendo o rompimento da Barragem de Fundão, em Mariana.
A Drª Vitória elaborou um resumo detalhado da recente e histórica decisão da Justiça da Inglaterra, proferida nesta sexta-feira (14/11), que representa um avanço significativo para as vítimas que lutam por reparação há quase uma década.

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Segundo a advogada, a Juíza O’Farrell DBE concluiu que a mineradora BHP é responsável pelo desastre, reconhecendo sua atuação direta e indireta nas operações da Samarco, tanto na gestão quanto nos lucros obtidos com a atividade.

 

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Confira os principais pontos da decisão:

✔ Responsabilidade da BHP como poluidora

A Justiça inglesa reconheceu que a BHP exercia controle relevante sobre a Samarco. Por isso, responderá objetivamente pelos danos ambientais e sociais provocados pelo rompimento da barragem.

✔ Negligência, imprudência e imperícia

A decisão destacou que havia provas claras de risco antes do desastre. Entre os pontos afirmados pela Corte:

  • A mineradora tinha conhecimento de falhas estruturais na barragem;

     

  • Não adotou medidas adequadas de segurança;

     

  • Continuou expandindo a estrutura mesmo diante de alertas técnicos.

     

Segundo o documento, medidas preventivas poderiam ter evitado a tragédia que devastou comunidades e o meio ambiente.

 

✔ Reivindicações NÃO estão prescritas

Um dos pontos mais importantes da decisão:

  • O prazo prescricional não começou antes de setembro de 2024;

     

  • O prazo aplicável é de 5 anos;

     

  • Assim, os atingidos poderão apresentar ações até, pelo menos, setembro de 2029.

     

Isso impede que a BHP tente usar a prescrição como argumento para escapar de responsabilidades.

 

✔ Quitações da Renova e da Repactuação

A Justiça inglesa deixou claro que:

  • Cada acordo deve ser analisado individualmente;

     

  • Algumas quitações são totais, outras são parciais;

     

  • Em caso de dúvida, a interpretação deve favorecer o atingido;

     

  • Mesmo acordos já homologados no Brasil poderão ser questionados se houver indícios de irregularidades ou vícios.

     

✔ Próximos passos do processo

O caso entra agora na fase de quantificação dos danos. Uma audiência inicial já foi marcada para dezembro de 2025, quando essa etapa começará a ser organizada.

Entre 2026 e 2027, uma nova audiência deve definir:

  • Parâmetros para cálculo de indenizações;

     

  • Valores financeiros;

     

  • Diretrizes para futuras reparações.

     

Atualização de Cadastro — Atenção dos atingidos

A advogada Vitória Amaral reforça que manter os dados atualizados é essencial para garantir direitos e receber todas as comunicações importantes do processo.

É necessário:

  • Manter telefone, e-mail, endereço e documentos sempre atualizados;

     

  • Manter advogado constituído, pois a representação jurídica é fundamental nesta fase do processo.

     

O Norte Notícia seguirá acompanhando todos os desdobramentos do caso, trazendo atualizações e orientações para a população atingida.

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