O que era para ser apenas um passeio tranquilo de barco acabou se transformando em uma pescaria inesquecível na tarde do último sábado (10/11), na Lagoa do Aguiar, localizada na comunidade de Baixo Quartel, em Linhares, no Norte do Espírito Santo. A empresária Marcella Ferreira, de 40 anos, fisgou um pirarucu de aproximadamente 65 quilos e 1,56 metro de comprimento, utilizando um equipamento simples, surpreendendo todos que estavam na embarcação.
“Eu e meu marido saímos apenas para mostrar a lagoa aos meus tios, que são de Santa Catarina. Não saímos para pescar”, contou Marcella ao Norte Notícia.
No barco estavam cinco pessoas: Marcella Ferreira, o marido Ricardo Ferreira, de 45 anos, dois tios vindos da cidade de Joinville (SC), e a mãe de Marcella. O casal é empresário nos ramos de refrigeração e vestuário masculino, mora no bairro Shell, e é proprietário do terreno em Baixo Quartel, onde fica a lagoa.
Durante o passeio, um dos tios colocou um molinete na água. Animada, Marcella decidiu fazer o mesmo, mas utilizando uma vara com carretilha leve, indicada para peixes de até cinco quilos, equipamento que costuma ficar no barco. Pouco tempo depois, veio a surpresa.
A vara começou a ficar extremamente pesada. Inicialmente, Marcella acreditou que o anzol tivesse ficado preso em um toco submerso e pediu que Ricardo parasse o barco. Foi então que perceberam que não se tratava de um obstáculo, mas sim de um enorme pirarucu, que deu muito trabalho até ser colocado dentro da embarcação, após uma longa e intensa luta.
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Apaixonada por pescaria, Marcella contou que herdou o gosto do pai e que a atividade sempre fez parte da rotina familiar.
“Quando saio para pescar com meus filhos, eles reclamam porque quase sempre sou eu que pego mais peixe. Sempre tive sorte, mas dessa vez a sorte foi muito grande. Ainda bem que conseguimos colocar o peixe no barco e filmar, senão iam dizer que era história de pescador”, brincou.
Após a pescaria inusitada, o pirarucu gigante foi preparado e degustado pela família, em pratos como moqueca e peixe frito. Mesmo assim, ainda restou uma grande quantidade armazenada no congelador. “O peixe é muito bom, muito gostoso”, comentou quem participou da refeição.
Marcella também fez uma observação sobre a situação da lagoa. Segundo ela, tem sido cada vez mais difícil encontrar peixes no local. Em sua avaliação, a presença do pirarucu — um peixe predador — pode ter contribuído para a diminuição de outras espécies ao longo do tempo.
Ricardo Ferreira, segundo a esposa, também gosta de pescar, mas costuma praticar a modalidade de pesca de mergulho. Ainda assim, foi fundamental para ajudar a colocar o peixe dentro do barco. “Sem ele, não teria conseguido”, destacou Marcella.
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Sobre o pirarucu
Considerado o maior peixe de água doce do Brasil e um dos maiores do mundo, o pirarucu pode atingir até 3 metros de comprimento e pesar cerca de 250 quilos. A espécie vive, em geral, em águas calmas e represadas, subindo à superfície a cada 20 minutos para respirar.
Carnívoro, o pirarucu se alimenta de outros peixes, como a tilápia, além de animais como tartarugas, caramujos, cobras, gafanhotos e até pequenas plantas, sendo um dos principais predadores naturais dos ambientes onde habita.
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