terça-feira, 26 maio 2026 |
Operação Eco da Fraude II: Polícia Federal investiga corrupção e fraudes em licitação. Ex-prefeito e prefeito de Pedro Canário são presos
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Operação Eco da Fraude II: Polícia Federal investiga corrupção e fraudes em licitação. Ex-prefeito e prefeito de Pedro Canário são presos

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (26/05), a Operação Eco da Fraude II, com o objetivo de investigar um suposto esquema de corrupção, fraudes licitatórias, peculato-desvio e lavagem de dinheiro no município de Pedro Canário.

Durante a operação, foram cumpridos dois mandados de prisão, além de mandados de afastamento cautelar de ocupantes de cargos públicos e servidores municipais. Também foram executados 11 mandados de busca e apreensão e outras medidas patrimoniais autorizadas pelo Tribunal de Justiça do Espírito Santo.

Segundo a Polícia Federal, as investigações estão relacionadas à realização do evento “XXXIV Forró da Tábua Lascada”, tradicional festa do município.

As apurações apontam indícios da atuação de uma organização criminosa composta por agentes públicos e empresários, envolvendo suposta manipulação de processos licitatórios, superfaturamento de contratos públicos e pagamento de vantagens indevidas.

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Ainda de acordo com a investigação, o grupo utilizaria mecanismos para ocultar a origem dos valores obtidos de forma ilícita, caracterizando possível prática de lavagem de dinheiro.

A Polícia Federal informou que também foram identificadas movimentações financeiras incompatíveis com a renda declarada dos investigados, além da utilização de contas de terceiros e operadores financeiros para circulação de dinheiro em espécie.

As medidas cautelares adotadas têm como objetivo aprofundar a coleta de provas, identificar outros possíveis envolvidos, interromper a continuidade das práticas investigadas e garantir eventual ressarcimento aos cofres públicos.

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Os fatos investigados podem configurar, em tese, os crimes de corrupção ativa e passiva, fraude em licitação, peculato, lavagem de capitais e organização criminosa.

Somadas, as penas previstas para os crimes investigados podem ultrapassar 30 anos de prisão.

A operação segue em andamento e novas informações poderão ser divulgadas pelas autoridades ao longo do dia.

 

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