Na tarde do feriado de 21 de abril, o que deveria ser um dia de lazer para famílias em uma lagoa localizada no córrego Farias, em Linhares, terminou em pânico e ferimentos graves, após dois ataques de possíveis piranhas. A fisioterapeuta Maria Paula, que estava no local com familiares, relatou os detalhes do incidente que envolveu um menino de cerca de 3 anos e sua irmã, que também foi mordida. O caso gerou alerta para os cuidados necessários em áreas com piranhas, comuns em algumas lagoas da região.
A Tragédia e os Ferimentos
De acordo com Maria Paula, o dia começou tranquilo, com a lagoa particular oferecendo uma tela de proteção para prevenir incidentes. No entanto, por volta das 15h, a situação mudou drasticamente quando um menino de aproximadamente 3 anos, foi atacado pelos peixes e teve três dedos feridos, de acordo com fisioterapeuta o proprietário do local alegou que os ferimentos nos dedos do pé da criança teriam ter sido provocado por um cano ou caco de vidro na água. O pânico tomou conta do local, mas foi quando a irmã de Maria Paula, que estava com uma criança de 5 anos no colo, também foi atacada por piranhas, que a situação se tornou ainda mais grave.
“Minha irmã gritou ‘Me mordeu, sai da água, corre que é piranha!’, e foi o suficiente para que todos saíssem rapidamente da água. Comecei a comandar o atendimento para estancar o sangramento do dedo, enquanto o proprietário da lagoa reconheceu que se tratava realmente de um ataque de piranha”, relatou Maria Paula. Ela ainda esclareceu que sua irmã deverá passar por cerca de três meses de tratamento e ficará afastada do trabalho, já que atua como advogada e depende do uso de calçados fechados.
Em entrevista ao Norte Notícia, o pai do menino atacado contou sobre o sofrimento do filho, que sofreu graves ferimentos nos dedos do pé e precisou de seis pontos em um dos dedos. A criança foi transferida para um hospital em Colatina, após atendimento inicial na UPA infantil de Linhares. O pai fez questão de destacar a gravidade do caso, lamentando a demora na comunicação do proprietário da lagoa, que só entrou em contato com ele 24 horas depois do ocorrido. Ele ainda acrescentou que tem laudo confirmando que os ataques que provocaram ferimentos nos dedos dos pé de seu filho foi em decorrência de ataques de piranhas.
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O Que Proprietários e Banheiros Precisam Saber
Os ataques de piranhas em áreas de lazer são um risco real, especialmente em lagoas com essa espécie de peixe. Para proprietários de lagoas, a orientação é clara: é essencial informar aos banhistas sobre o risco e implementar medidas de segurança, como telas de proteção e sinalizações visíveis alertando sobre a presença de piranhas. Além disso, a vigilância constante é necessária para garantir que as condições do local estejam sempre adequadas para a segurança dos visitantes.
Para os banhistas, a recomendação é evitar nadar em águas onde há suspeita de presença de piranhas, especialmente em áreas de lagoas não monitoradas. Caso seja inevitável entrar na água, é importante estar atento ao comportamento das águas e sair imediatamente se notar qualquer sinal de perigo, como agitação excessiva da água ou gritos de outros banhistas. A utilização de calçados resistentes também pode ajudar a reduzir o risco de lesões.
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O Posicionamento do Proprietário
O proprietário da lagoa, que foi procurado pelo Norte Notícia na manhã de sexta-feira (24/04), se encontra em viagem e afirmou que só poderá se pronunciar através de seu advogado, conforme orientação legal. A expectativa é de que, até o final do dia, o contato do advogado seja fornecido para que o caso seja esclarecido de forma mais detalhada.
Enquanto isso, as famílias das vítimas já estão tomando as medidas judiciais cabíveis para garantir os direitos das pessoas afetadas, buscando reparações pelos danos sofridos.
Espaço aberto
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