A sexta-feira, 13 de fevereiro, véspera de Carnaval, começou literalmente como uma “sexta-feira 13” para servidores da saúde do município de Linhares. A Associação Tristão, contratada pela Prefeitura por cerca de R$ 26 milhões para gerir serviços na área da saúde, demitiu aproximadamente 50 profissionais, segundo relatos dos próprios trabalhadores.
De acordo com servidores ouvidos pelo Norte Notícia, a entidade informou que as demissões ocorreram após um processo de avaliação interna, sendo dispensados aqueles que não teriam alcançado desempenho satisfatório.
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Parte dos profissionais desligados havia sido contratada por meio de processo seletivo com vínculo temporário de 45 dias. Ao término do contrato, acabaram dispensados. Segundo os próprios demitidos, a justificativa apresentada foi baixo desempenho funcional.
Os trabalhadores atuavam em diferentes áreas da saúde, como auxiliares de dentista, farmacêuticos, enfermeiros e técnicos de enfermagem.
A equipe do Norte Notícia esteve na manhã desta sexta-feira na sede da associação, onde encontrou diversos profissionais dispensados. Em conversa com a reportagem, eles afirmaram possuir ampla experiência na área, com tempo de atuação entre 10, 15, 20 e até mais de 30 anos na saúde pública.
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Segundo os relatos, apesar da experiência, muitos alegam que não passaram por avaliação formal antes da decisão.
O Norte Notícia tentou falar com Ana Paula, que se identificou como responsável técnica da associação. Questionada sobre as demissões, ela afirmou que não fala com a imprensa. Ao ser perguntada sobre os critérios adotados e o número de desligamentos, respondeu que se tratavam de critérios técnicos e que o quantitativo “não dizia respeito”, encerrando a conversa sem conceder entrevista e nem prestar mais informações.
Nossa reportagem conversou com diversos profissionais que foram dispensados veja vídeo:
Reforçamos que o Norte Notícia tentou falar com a Associação Tristão da Cunha, mas através da senhora Ana Paula fomos informados que a associação não fala com a imprensa.
Nossa reportagem segue acompanhando o caso. O espaço permanece aberto para manifestação da associação e da Prefeitura.








