segunda-feira, 20 abril 2026 |
Aldeia indígena de Aracruz aposta no ecoturismo para atrair incentivo
Economia

Aldeia indígena de Aracruz aposta no ecoturismo para atrair incentivo

Indígenas da aldeia temática Tekoá Mirim, da etnia Guarani, apostam em comunhão com a natureza para aproximar a população capixaba de sua cultura em visitas guiadas pela região. 

A intenção é futuramente propiciar uma experiência totalmente imersiva aos visitantes e também, oferecer refeições de primeira em um restaurante totalmente indígena que será instalado na região. 

“A gente está tendo apoio de algumas empresas da localidade, estão ajudando a gente a construir quatro chalés, hospedagem. A partir do ano que vem estará funcionando, a gente quer mostrar a vivência Guarani. As pessoas vão poder vir, dormir na aldeia. E queremos abrir um pequeno restaurante Guarani”, contou o guia da aldeia Walter Santos, cujo nome guarani é Kara’i Djekupe.

E opções gastronômicas direto da terra é o que não falta da aldeia, como o próprio guia disse. Por lá, há plantações de coco anão, mexerica, limão, laranja, vários pés de aipim e o carro-chefe: o palmito. 

Enquanto os empreendimentos ainda não são inaugurados, a aldeia é aberta a visitação do público, que pode entrar em contato com toda a cultura indígena.

Foi em uma destas visitas, que crianças de escolas municipais puderam ter contato em primeira mão com a riqueza da flora capixaba, em especial, poder dar um grande abraço em um centenário jequitibá amarelo. 

Quem curtiu o passeio foram as gêmeas Maria Júlia e Ana Alice, de seis anos. A mãe das meninas, a auxiliar de serviços gerais, Erioneide Conceição dos Santos, descreveu a experiência como um privilégio. 

“Elas estão gostando, porque tem muitas crianças que não conhecem e agora tiveram esse privilégio de conhecer”, disse.

E não foram só os capixabas que se encantaram com as belezas da aldeia, o patrimônio natural também encheu os olhos da turista de São Paulo, Bianca Belatu. 

“Muito interessante, as histórias que eles contam são muito mais profundas do que histórias que a gente vê na internet, é uma experiência bem interessante”. 

E não é para menos, o jacarandá, ponto alto do passeio, é uma raridade no Estado e também no Brasil, como explica o vice-cacique Rodrigo da Silva, de nome guarani Karaí Mirim. 

“Aqui no nosso Estado, no município é raro encontrar espécies centenárias dessa grossura, ainda mais um Jequitibá amarelo. Tem um significado muito forte, em guarani ela significa tempos bons”. afirmou

 

Fonte: Folha Vitória

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