Terror doméstico leva polícia apreender armas, munições e animais silvestres em Linhares
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•jul 21, 2026•Norte Notícia
Uma ocorrência de violência doméstica terminou com a apreensão de armas de fogo, munições, animais silvestres abatidos e um papagaio mantido ilegalmente em cativeiro, na manhã desta segunda-feira (20/07), na localidade de Pontalzinho, distrito de Povoação, zona rural de Linhares, no Norte do Espírito Santo.
A ação foi realizada por equipes da Patrulha Rural da 2ª Companhia da Polícia Militar, que foram acionadas para atender uma denúncia de agressão contra uma mulher.
Segundo a ocorrência policial, ao chegarem ao local, os militares encontraram a vítima escondida na casa de uma vizinha, em estado de forte abalo emocional. Ela apresentava diversas lesões pelo corpo e relatou que vinha sofrendo agressões físicas, ameaças e intimidações há anos, mas nunca havia conseguido denunciar o companheiro por medo.
Durante o atendimento, a mulher contou que o ciclo de violência teria se agravado após descobrir um relacionamento extraconjugal do marido. Conforme o relato prestado aos policiais, ela afirmou que já teria sofrido um aborto em consequência das agressões e que foi ameaçada de morte caso procurasse a polícia.
Ainda de acordo com a vítima, o suspeito a agrediu novamente nesta segunda-feira com socos, puxões de cabelo, mordidas e a arrastou pelo quintal da residência. Ela também informou que teve o celular destruído para impedir qualquer pedido de socorro.
Temendo ser assassinada, a mulher revelou aos policiais onde havia escondido uma espingarda pertencente ao suspeito. Ela afirmou que a arma era frequentemente utilizada para intimidá-la, sendo apontada em sua direção durante ameaças de morte.
Com as informações, os militares localizaram uma espingarda calibre 28, cinco cartuchos do mesmo calibre, além de uma caixa contendo 31 munições calibre 32. Também foi apreendida uma caixa vazia de munições.
Além do armamento, a ocorrência revelou outro crime ambiental. Os policiais encontraram quatro tatus abatidos — sendo três tatus-pretos e um tatu-peba — que, segundo a denúncia, seriam destinados à comercialização ilegal.
Também foi apreendido um papagaio, mantido em cativeiro, sem autorização dos órgãos ambientais e sem qualquer identificação legal. Conforme a vítima, ela chegou a pedir que a ave fosse devolvida à natureza, mas o pedido foi recusado pelo companheiro.
O suspeito, identificado pela polícia como Carlos José de Oliveira, de 45 anos, recebeu voz de prisão e foi encaminhado, juntamente com todo o material apreendido, para a 16ª Delegacia Regional de Linhares.
A vítima informou que irá representar criminalmente contra o autor, solicitou medidas protetivas de urgência e pediu para ser incluída nas visitas periódicas da Patrulha Maria da Penha, alegando temer por sua própria vida.
As investigações prosseguem e o caso seguirá sob responsabilidade da Polícia Civil.
A identidade da vítima está preservada em cumprimento à legislação que protege mulheres vítimas de violência doméstica.
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