Uma operação da Polícia Federal realizada nesta quinta-feira (16/07) resultou na prisão em flagrante de uma mulher em Linhares, no Norte do Espírito Santo, suspeita de manter um depósito com medicamentos para emagrecimento comercializados de forma irregular. A ação faz parte de uma investigação que apura a venda de canetas injetáveis e outros produtos sem autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
As ordens judiciais foram cumpridas também nos municípios de Vitória e Cariacica, totalizando quatro mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal. O objetivo da operação é combater a aquisição, o armazenamento, a distribuição e a comercialização de medicamentos destinados ao emagrecimento sem o devido registro ou autorização do órgão sanitário competente.
Investigação aponta venda por redes sociais
Segundo a Polícia Federal, as investigações indicam que os produtos eram anunciados e comercializados por meio de redes sociais e aplicativos de mensagens, sendo posteriormente distribuídos aos compradores.
Durante o cumprimento dos mandados, a investigada foi presa em flagrante por manter em depósito medicamentos de comercialização proibida ou não autorizada no Brasil, destinados à revenda. Após a prisão, ela foi encaminhada à Superintendência Regional da Polícia Federal para os procedimentos de polícia judiciária.
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Grande quantidade de medicamentos foi apreendida
Durante a operação, os policiais apreenderam celulares, seringas contendo substâncias utilizadas para emagrecimento, dezenas de frascos rotulados como contendo tirzepatida e outros medicamentos com a mesma finalidade.
Também foram encontrados aproximadamente seis quilos de comprimidos a granel, baldes com comprimidos sem identificação individual, além de embalagens, frascos, sacolas, envelopes utilizados para remessas postais e diversos materiais empregados no acondicionamento e na distribuição dos produtos.
Todo o material recolhido será submetido à perícia para identificar sua composição, origem e regularidade sanitária.
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Crime investigado
A Polícia Federal informou que a mulher poderá responder pelo crime de comercialização, distribuição e manutenção em depósito de produtos destinados a fins terapêuticos ou medicinais sem registro no órgão de vigilância sanitária competente.
As investigações continuam para identificar a participação de outras pessoas envolvidas no esquema de fornecimento e distribuição dos medicamentos irregulares. O nome da suspeita não foi divulgado pelas autoridades.
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