Uma nova fábrica de reciclagem e beneficiamento de alumínio será instalada em Linhares, no Norte do Espírito Santo. O empreendimento é da empresa mineira Alugreen e prevê investimento total de R$ 105 milhões, com geração de 50 empregos diretos já na fase inicial e projeção de alcançar cerca de 150 funcionários nos próximos três anos.
A unidade será construída no distrito industrial de Bebedouro e já está com obras em andamento. A empresa investirá R$ 45 milhões nesta primeira etapa, com outros R$ 60 milhões previstos para as fases seguintes do projeto.
As obras começaram há cerca de um mês e já passaram pela etapa de terraplanagem. Atualmente, a construção está na fase de fundações. Nesta primeira fase, serão utilizados 3 mil metros quadrados de área construída, com perspectiva de ampliação para até 10 mil metros quadrados ao final das três etapas de implantação, previstas para os próximos dois anos.
A previsão é que a fábrica inicie as operações em julho, com produção gradual até atingir capacidade de 1.500 toneladas por ano. Em 2027, com a instalação de novos fornos, a produção deve dobrar para 3.000 toneladas anuais.
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Geração de empregos e fortalecimento da cadeia produtiva
A expectativa é gerar 50 empregos diretos na fase inicial. Com a expansão do projeto, a empresa projeta alcançar cerca de 150 funcionários entre dois e três anos.
Além disso, o impacto deve ser ainda maior na cadeia produtiva. Segundo a Alugreen, cada emprego direto criado pode abrir até outras 10 oportunidades indiretas, principalmente na coleta e comercialização de sucata.
No primeiro ano, a projeção é consumir cerca de 1.800 toneladas de sucata de alumínio. No segundo ano, esse volume pode chegar a 3.600 toneladas, com possibilidade de expansão conforme a demanda.
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Matéria-prima, logística e mercados atendidos
A unidade utilizará 100% de alumínio reciclado, proveniente de cidades capixabas e também da região Nordeste. O objetivo é beneficiar a sucata localmente e fornecer liga de alumínio (lingotes) para o Sudeste.
Atualmente, parte significativa da sucata produzida no Espírito Santo é enviada para outros estados para beneficiamento e retorna como produto com maior valor agregado. A nova fábrica busca inverter essa lógica, agregando valor dentro do próprio Estado.
Na primeira fase, será produzido o deoxante de alumínio, utilizado principalmente na indústria siderúrgica para desoxidação do aço. Em uma segunda etapa, a produção será voltada às ligas de alumínio, que poderão ser utilizadas na fabricação de peças para a indústria automotiva, naval, equipamentos elétricos, esquadrias metálicas, luminárias, bicicletas e outros segmentos industriais.
Impacto econômico e sustentabilidade
O empreendimento deve estimular a instalação de novas indústrias que dependem da liga de alumínio como insumo, reduzindo custos logísticos e fortalecendo a economia regional.
Além do impacto econômico, o projeto aposta na sustentabilidade. A reciclagem do alumínio consome apenas cerca de 5% da energia necessária para produzir o metal a partir da bauxita, contribuindo para a economia circular e para a redução dos impactos ambientais.
Com a chegada da fábrica, Linhares se consolida como polo estratégico para a indústria de reciclagem e transformação de alumínio no Espírito Santo.
Fonte: Alugreen
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