O Norte Notícia teve acesso, com exclusividade, à íntegra da documentação relacionada a uma denúncia de suposto assédio moral envolvendo uma ex-servidora da Câmara Municipal de Linhares. Os documentos revelam que o caso já ultrapassou a esfera policial e passou a tramitar também administrativamente dentro do Poder Legislativo.
Entre os documentos obtidos pela reportagem estão o registro do boletim de ocorrência, a informação sobre a instauração de inquérito policial e três ofícios protocolados na Câmara Municipal, encaminhados à Presidência da Casa, à Procuradoria Especial da Mulher e à Comissão de Defesa e Promoção dos Direitos da Mulher, do Negro, da Pessoa Idosa, da Criança e do Adolescente, da Pessoa com Deficiência, da Família e dos Direitos Humanos.
Segundo a documentação, a denúncia relata que os fatos teriam ocorrido no dia 6 de julho de 2026, por volta das 19h40, nas dependências da Câmara Municipal de Linhares, após uma sessão legislativa. Conforme o relato apresentado às autoridades policiais, a ex-servidora afirma ter sido submetida a gritos, intimidação e constrangimento público durante o exercício de suas funções.
Os ofícios protocolados pelo vereador Roque Chile apontam como suposto autor dos fatos o vereador e vice-presidente da Câmara Municipal de Linhares, Yupi Silva (PSB). A documentação também registra que, segundo a versão apresentada pela denunciante, uma servidora da área de Recursos Humanos teria participado da discussão. Todas essas alegações permanecem sob apuração pelas autoridades competentes e pelos órgãos internos da Câmara.
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Pedido para preservar as imagens das câmeras se torna um dos principais pontos da investigação
Entre os documentos analisados pelo Norte Notícia, um dos aspectos que mais chama atenção é o pedido formal para preservação das imagens do sistema de videomonitoramento da Câmara Municipal.
No ofício encaminhado à Presidência da Casa, o vereador requer que as gravações referentes ao período em que os fatos teriam ocorrido sejam preservadas para impedir eventual exclusão automática, além de solicitar que o material seja disponibilizado para auxiliar na apuração. O documento ressalta que a medida busca assegurar a preservação das provas e não representa conclusão antecipada sobre eventual responsabilidade.
A preservação dessas imagens é considerada relevante porque poderá contribuir para esclarecer a dinâmica dos fatos narrados nos documentos oficiais e permitir que a investigação seja conduzida com base em elementos objetivos.
Ex-servidora pediu exoneração
Os documentos também informam que, após o episódio relatado, a ex-servidora apresentou pedido de exoneração, alegando não possuir condições emocionais para continuar exercendo suas atividades nas dependências da Câmara Municipal. Essa informação consta nos expedientes administrativos protocolados junto aos órgãos internos da Casa.
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Três órgãos internos foram oficialmente acionados
Além da investigação conduzida pela Polícia Civil, a denúncia passou a tramitar administrativamente em três diferentes instâncias da Câmara Municipal:
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Presidência da Câmara Municipal;
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Procuradoria Especial da Mulher;
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Comissão de Defesa e Promoção dos Direitos da Mulher, do Negro, da Pessoa Idosa, da Criança e do Adolescente, da Pessoa com Deficiência, da Família e dos Direitos Humanos.
Nos expedientes protocolados, também são requeridas providências administrativas, preservação das provas e adoção das medidas necessárias para a regular apuração dos fatos.

Esse cara segue acumulando boletins de ocorrência por violência contra mulher…está bem apresentado o legislativo em Linhares.
Quem estava lá no dia sabe que a versão é totalmente diferente. Puro sensacionalismo