“O papo que rola por aí” nos bastidores políticos de Linhares é de que a atual administração municipal atravessa uma crise — e não é das pequenas. Em meio ao desgaste recente, especialmente após a proposta de reajuste de apenas 5% aos servidores, o prefeito Lucas Scaramussa e seu vice, Franco Fiorot, parecem ter adotado uma estratégia curiosa: o “modo silencioso” nas redes sociais. A última vez que ele havia aparecido em suas redes sociais fazia uma semana, e ontem reapareceu para deseja boa Páscoa
Menos vídeos, menos fotos, menos presença. Coincidência… ou contenção de danos?
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Enquanto a crise se desenha, Franco Fiorot — cunhado, braço direito e agora pré-candidato do prefeito Lucas Scaramussa — decidiu deixar um dos cargos mais estratégicos da gestão, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico. O motivo oficial: cumprir o prazo de desincompatibilização eleitoral para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales).
Na prática, o movimento levanta mais perguntas do que respostas.
Além de deixar o cargo em meio ao desgaste da administração, Franco também trocou de partido. Saiu do União Brasil — pelo qual foi eleito vice-prefeito — e agora integra o PODEMOS, mesma legenda do cunhado e prefeito e também de outros nomes da base aliada, como os vereadores Caio Ferraz, Alysson Reis e o presidente da Câmara, Roninho Passos.
E aí surge outra dúvida: todo mundo no mesmo barco… ou disputando o mesmo colete salva-vidas?
A saída da secretaria também reacende um problema já conhecido da gestão: o acúmulo de funções e a presença de secretarias comandadas por interinos. Um exemplo foi o de Rodrigo Campelo, que acumulava recentemente duas secretarias estratégicas, a de administração e a chefia de gabinete, porém Campelo deixou a chefia de gabinete e agora está na administração, mas tem outro caso que é o da Secretaria de Finanças, que há mais de um ano e quatro meses segue sob comando interino de João Carlos Souza Filho, já que ele é titular da secretária de Modernização da Gestão
Agora, com a saida do Franco Fiorot fica o questionamento: será nomeado um novo secretário ou mais uma pasta ficará “provisoriamente permanente”?
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