O início da colheita do café transformou o interior capixaba no principal motor da geração de empregos no Espírito Santo. Impulsionado pela safra, o Estado registrou, em maio, 9.532 novos postos de trabalho com carteira assinada, o melhor desempenho para o mês nos últimos três anos.
Os dados são do Connect Fecomércio-ES, com base nas informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), e demonstram a força da cafeicultura na economia capixaba.
A agropecuária foi responsável por 9.183 das vagas criadas, resultado diretamente ligado ao início da colheita do café, principal commodity agrícola do Espírito Santo. Todos os anos, a safra aumenta significativamente a necessidade de trabalhadores temporários nas propriedades rurais e em toda a cadeia produtiva.
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Além do campo, outros setores também contribuíram para o resultado positivo. O segmento de serviços criou 614 empregos formais, enquanto o comércio registrou saldo positivo de 68 vagas durante o mês de maio.
No acumulado de janeiro a maio, o Espírito Santo já contabiliza 26.011 novos empregos formais, número 7,9% superior ao registrado no mesmo período do ano passado.
Com esse desempenho, o Estado passou a contar com 942.217 trabalhadores com carteira assinada, crescimento de 1,7% em comparação com maio de 2025.
Interior concentra quase 88% das novas vagas.
O levantamento mostra que o crescimento do emprego formal esteve concentrado principalmente nos municípios do interior, responsáveis por 8.364 novas vagas, o equivalente a 87,7% de todos os empregos gerados no Espírito Santo em maio.
O ranking estadual foi liderado por Sooretama, com 1.826 novos postos de trabalho, seguido por Jaguaré (1.560), Linhares (1.181) e Vila Valério (1.093). Todas essas cidades possuem forte ligação com a produção cafeeira e sentiram diretamente os efeitos positivos da safra.
Na Região Metropolitana, Vitória apresentou o melhor desempenho, com saldo de 884 empregos, seguida por Serra (180), Cariacica (133) e Vila Velha (109).
Safra movimenta trabalhadores de vários estados.
Segundo o presidente do Sindicato dos Corretores de Café do Espírito Santo e diretor de Relações Institucionais da Fecomércio-ES, Marcus Magalhães, a colheita do café movimenta milhares de trabalhadores todos os anos e representa uma importante fonte de renda para milhares de famílias.
“Durante três a cinco meses, milhares de trabalhadores percorrem diferentes regiões para transformar a safra do café em renda para suas famílias. Além da mão de obra local, recebemos pessoas de outros estados, principalmente do Nordeste e do sul da Bahia. Quando a colheita termina, elas retornam para suas cidades levando os recursos obtidos aqui, em um movimento que se repete há décadas e faz parte da dinâmica da cafeicultura.”
O desempenho reforça a importância do agronegócio para a economia capixaba e evidencia como a cadeia produtiva do café continua sendo um dos principais motores da geração de emprego, renda e desenvolvimento no Espírito Santo.
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