Caminhoneiros autônomos do Espírito Santo defendem a paralisação da categoria, que vem sendo cogitada desde a semana passada em razão dos sucessivos aumentos no preço do diesel
A adesão ao movimento ainda depende de uma definição da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística. A Confederação aguardará a decisão da Assembleia Geral dos Caminhoneiros, que acontecerá nesta quinta-feira (19), na sede do sindicato dos caminhoneiros da Baixada Santista, em São Paulo.
De acordo com Reginy Barbieri, presidente da Cooperativa dos Transportadores Rodoviários Autônomos do Espírito Santo (COOPERTRAES), a orientação local é aguardar o posicionamento nacional, embora haja apoio ao movimento.
“Hoje, a vida do caminhoneiro está muito difícil.
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Além do combustível, esses trabalhadores são afetados por outros custos, porque tudo sobe. Para se ter uma idéia, tem PF (prato feito) que custa R$ 45 entre o Espírito Santo e São Paulo, ou seja, tudo é muito caro, então, o caminhoneiro está sendo obrigado a aderir ao movimento de greve.
Imagine fazer cerca de 2 mil quilômetros para ir e vir de São Paulo com os preços que estão aí”, afirma.
Entre os profissionais, a paralisação é vista como forma de pressionar por medidas que contenham a alta do diesel. A maioria dos caminhoneiros relata que o valor dos fretes não acompanha o aumento dos custos.
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IMPACTOS
Segundo estimativas do setor, o Brasil conta com cerca de 790 mil caminhoneiros autônomos e em torno de 750 mil motoristas celetistas. A paralisação em massa da categoria afetaria o transporte de cargas e o abastecimento em diversas regiões, refletindo diretamente sobre os preços e atividades econômicas.
A situação seria até proporcional ou até superior à de 2018, quando a categoria paralisou as atividades durante dez dias, causando tumulto em vários setores, como a falta de combustível nos postos, falta de alimentos nos supermercados e cancelamento de voos por falta de querosene de aviação.
