Fake news na saúde podem representar riscos à população, principalmente quando envolvem doenças, medicamentos, tratamentos ou orientações que podem influenciar diretamente as decisões das pessoas. Com a popularização das redes sociais e dos aplicativos de mensagens, esse tipo de conteúdo passou a circular com rapidez na internet.
Embora o acesso à informação possa contribuir para a prevenção e para os cuidados com a saúde, conteúdos falsos ou sem comprovação científica podem levar a decisões inadequadas, como abandonar tratamentos, utilizar medicamentos de forma incorreta ou deixar de procurar atendimento profissional.
A coordenadora do curso de Enfermagem da Faculdade Anhanguera, Anelise Neuls Vieira dos Santos, alerta para os riscos da desinformação na área da saúde.
Segundo a especialista, informações incorretas podem fazer com que pacientes deixem de buscar atendimento profissional ou abandonem terapias comprovadas para recorrer a alternativas sem eficácia comprovada.
Esse problema pode ser ainda mais preocupante em casos de doenças que exigem acompanhamento contínuo, como hipertensão e diabetes. Além dos riscos relacionados ao tratamento, informações alarmistas sobre doenças, surtos ou medicamentos também podem provocar medo e ansiedade na população.
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Para ajudar os usuários a avaliar melhor o conteúdo encontrado nas redes sociais, a especialista aponta sete sinais que podem indicar uma informação falsa ou duvidosa na área da saúde.
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A publicação não apresenta fonte confiável
Informações sobre tratamentos, doenças ou medicamentos devem indicar de onde os dados foram obtidos. Quando uma publicação não apresenta fonte, autor ou instituição responsável pelas informações, é importante ter cautela antes de acreditar ou compartilhar o conteúdo.
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O texto promete uma solução milagrosa
Expressões como “cura garantida”, “resultado em poucos dias” ou “tratamento que os médicos não querem que você conheça” são sinais de alerta.
Na área da saúde, os resultados podem variar de acordo com as características e as condições de cada pessoa. Por isso, promessas de resultados rápidos e garantidos devem ser analisadas com cuidado.
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O conteúdo incentiva o abandono de tratamentos
Orientações para interromper medicamentos ou substituir tratamentos prescritos por receitas caseiras, suplementos ou métodos sem comprovação científica podem representar riscos.
Medicamentos e tratamentos não devem ser interrompidos ou modificados por conta própria. Qualquer mudança deve ser discutida com um profissional de saúde habilitado.
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A informação usa apenas relatos pessoais como prova
Depoimentos podem mostrar a experiência individual de uma pessoa, mas não comprovam que determinado tratamento terá o mesmo resultado para todos.
Para avaliar a eficácia e a segurança de uma conduta de saúde, é necessário considerar evidências científicas e informações de fontes confiáveis.
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A publicação apresenta números ou pesquisas sem explicar a origem
Dados estatísticos podem dar uma aparência de credibilidade a uma informação falsa. Antes de compartilhar uma publicação que apresenta números ou menciona pesquisas, é importante verificar qual estudo foi realizado, quem produziu o levantamento e onde ele foi publicado.
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O conteúdo tenta provocar medo ou urgência
Mensagens como “compartilhe antes que apaguem”, “ninguém está contando isso” ou “você precisa saber disso agora” podem utilizar o medo e a sensação de urgência para estimular o compartilhamento.
Esse tipo de linguagem é um motivo para interromper o impulso de compartilhar e verificar a informação antes.
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A informação não aparece em fontes confiáveis
