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CRIME NO PONTAL – Suspeito de matar mecânico em Pontal do Ipiranga se entrega à polícia, confessa o crime e é liberado

O homem suspeito de assassinar o mecânico Wagner Aguiar dos Santos, de 36 anos, no balneário de Pontal do Ipiranga, em Linhares, se apresentou à polícia nesta terça-feira (29/07), confessou o crime, foi ouvido e liberado, já que o período de flagrante havia expirado.

O acusado foi identificado como Dihony Gonçalves Viana, de 39 anos. Segundo a Polícia Civil, o crime teria sido motivado por ciúmes. Dihony é ex-marido da atual esposa de Wagner e não aceitava o fim do relacionamento, marcado por perseguições e ameaças.

A tragédia aconteceu quando Wagner e a esposa foram até Pontal para buscar o filho dela com Dihony. A criança, de apenas 5 anos, presenciou toda a cena. Segundo relatos, o suspeito atirou três vezes contra Wagner, que ainda tentou dar partida no carro, mas bateu em uma coluna de cimento já sem vida.

Em imagens gravadas por moradores, o veículo da vítima aparece com a frente destruída, parado próximo ao meio-fio. A esposa de Wagner, assistente de educação infantil, estava ao lado do carro no momento do crime. Em estado de choque, ela correu para um supermercado próximo e chorava desesperadamente.

A mãe de Dihony, que havia combinado o local do encontro para evitar conflitos, desconfiava que algo pudesse acontecer, mas não sabia que o filho estaria ali naquele dia — ele mora na Grande Vitória.

Segundo testemunhas, a relação entre Dihony e sua ex-mulher sempre foi turbulenta. Ele não aceitava o fim do relacionamento de nove anos, fazia ameaças constantes, enviava mensagens ofensivas e chamava Wagner de “corno”.

Para a família da vítima, o assassinato foi premeditado. “Toda crueldade que fizeram com meu filho foi premeditada”, afirmou a mãe de Wagner. A esposa da vítima também acredita nisso: “Ele já chegou armado. Meu marido foi inocente. Nunca pensou em se defender”.

O caso segue sendo investigado pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Linhares. Até o momento, nenhum suspeito está preso.

O assassinato deixou marcas profundas na família. A esposa vive em sofrimento e diz se sentir culpada e injustamente acusada por algumas pessoas. “Não sei como vou recomeçar”, lamentou.

Wagner era conhecido no bairro por trabalhar como mecânico na garagem da casa da família. A mãe dele, inconformada, desabafou:

“Passo pelos cantos da casa e tudo me lembra ele. A oficina, as roupas, a comida… Não consigo entender por que fizeram isso com meu filho.”

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